Tomar Chá na Lua

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Hoje a sua alma deseja voar!

Aqueles dias de insónia já se foram, e, agora, o que mais lhe apetece fazer é ir tomar chá na lua.
Arrasta a cortina vagarosamente do seu quarto, e espreita escondida para a lua.
Interiormente lá está a Paulinha a deixar o coração falar, enquanto os seus olhos reluzem para o seu cristal.
A lua encanta a sua alma, sorri até não poder mais pela sua beleza.
- Meu cristal, aqueces o meu coração sempre que ele está triste e o arrefeces quando está alegre demais, para ele não ter vontade de sair do seu cantinho, e, por isso, afagá-lo um pouco não faz mal.
Nessa noite, as emoções de Paulinha estavam ao rubro e desejosas para se exprimirem.
- Eu quero ir tomar chá contigo! És tão pequena… de longe mas tenho a certeza que tens um “motor” cheio de energia que brilha intensamente dentro de ti, que ilumina as noites de cada dia.
A lua ouvia tudo o que a Paulinha dizia e, resolveu conceder-lhe o desejo. Mal ela sabia, a lua já estava a preparar para a noite seguinte, a sua casa para a receber.
Paulinha acreditava que a lua a ouvia, mas não entristecia por ela não falar, pois só o seu sorriso contentava o seu ser.
Chegara o dia do seu desejo se concretizar! Antes de ir para a cama, ia sempre à janela desejar boa noite à lua.
Ouve uma voz melíflua e calma que a chama. Paulinha logo desperta e dirige-se para a janela.
Depara-se com imensos degraus e teme que não consiga chegar até ao seu cristal.
À medida que se ia aproximando, via que a lua aumentava. Já cansada, pára, chorando e dizendo que nunca ia chegar até ela para tomar o chá.
As estrelas rodearam-se em torno dela e a levaram até à lua. Enquanto contemplava aquele momento de ansiedade até chegar onde pretendia, brincava com as restantes estrelas que se deixavam levar pela menina.
Finalmente chega à lua e vê que não há chá algum e amua.
Percorre o interior da lua e não encontra nada, até que vê uma porta de ouro. Abre-a com entusiasmo, e lá encontra um “motor” que antes designava por pequenino, mas que afinal era enorme.
De um lado e de outro surgiam raios esplendorosos, mostrando todas as vivências que ela já tinha passado.
Já não quis saber do chá para nada. Compreendeu que aquela sucessão de imagens tinha mais valor do que tomar um simples chá.
Todo o seu quotidiano estava lá representado, deduzindo Paulinha, que a lua a ouvia e compreendia, apesar de não falar.
Quando acordou no dia seguinte, sabia que tinha ido ter com a lua e, nas aulas, contou aos seus amigos, mas estes riram-se até não poderem mais.
Paulinha não teve em consideração a reacção dos amigos, porque um dos momentos especiais da sua vida passou à beira da sua amiga (lua) e nada nem ninguém podia estragar a pureza do seu sonho.

Autora: Paula Dias

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010


Sonhadora eterna sou pois sonho constantemente por loucos amores que derrubam a minha alma, porque eles emergem do meu ser, ansiosos por viver novas aventuras.

Teus olhos são radiantes, transmitem a essência da tua pureza e, o brilho que não consegues esconder tornam-te mais delicado.
Flutuo em teus olhos, banho o meu rosto com as tuas lágrimas, depositadas na bacia, que deixam transparecer a tua beldade.
Por momentos fecho os olhos. E quem vejo? Tu, tu meu eterno amor. Sinto-te ao meu lado e como uma dança sensual deixo-te acompanhar os meus passos. Pega na minha mão que treme e desmaia ao mesmo tempo e quase não consigo controlar o batimento do meu coração. Acelerado está, mas com um beijo, um único beijo e nada mais, inerte ele ficará, como adormecido, aconchegado ao teu. Desperto pela manhã com a luz intensa do Sol que provoca em mim uma felicidade extrema, mas, tu ao meu lado já não estás. Corro pelas ruas fora, desesperado à tua procura e, entretanto, questiono-me: - Terá sido um sonho em que por ajuda de Deus se tornará realidade que transpôs-me para vivê-lo no meu pensamento?
Tudo parecia tão real pois eu tocara nos seus belos cabelos de ouro, nas curvas do seu corpo, que deixavam me tocar nelas através das vestes que o tornavam elegante e ainda mais belo. Conheci o seu coração que palpitava fortemente e que quase lhe saía pela boca, mas eu não deixei, adormeci-o até ao amanhecer. No salão de dança as janelas estavam abertas e ao som da melodia dos passarinhos bailávamos, bailávamos até ao romper do terminar da canção suave que nos deixava ainda cada vez mais com um desejo ardente de unir os nossos corações e os nossos corpos. Através das janelas a lua iluminava-nos e o brilho no olhar dela ia tornando-se maior. Disse-lhe com amor as seguintes palavras bem baixinho ao seu ouvido: - No silêncio do olhar te direi o quanto te amo!
Assim foi, enquanto ela gravava estas palavras saborosas no seu coração, sentia-as ao mesmo tempo e o resto não vou mencionar, porque só eu e ele sabemos os momentos deliciosos que passamos depois de que vos contei anteriormente.

Autora: Paula Dias

Rapaz do Mundo Azul

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010




Passeando ao vento da brisa matinal
observo no mar um brilho reluzente,
pensamentos me surgem e levantam meu astral,
enquanto escrevo nas páginas da mente.

Desço ao fundo do mar
quando teu corpo vejo passar
pois o som da maré pronuncia teu nome
e o olor do teu corpo não some.

Literalmente atrás de mim estás,
as páginas da minha mente decifrarás
pois sinto em minha pele o teu toque suave
porque procuro-te ,e teu coração sabe.

As ondas levam-te e arrastam-te de mim
não aceitam e respeitam nosso sentimento
nesta época em que o ar primaveril,
promove a união de um novo alento.

O tempo passa e tudo passa.
Será que um dia te vou encontrar,
rapaz do mundo azul?

Mesmo sem resposta ao som das ondas
continuarei a procurar o desconhecido,
agora na escuridão das sombras.

Afinal quem é a Paula?

A Paula é alguém que deseja até aos últimos dias da sua vida, alcançar os seus objectivos.
Conhecida por Paulinha e por boneca de porcelana (foi-lhe dado este nome pela sua amiga Cristina que diz que ela tem uma pele tão bonita e lisinha…) é designada como uma pessoa calma, (apesar de às vezes dizerem que de calma não tem nada), alegre, divertida, amiga, “tola” e tímida mas que lá no fundo adora todos os que a rodeiam, embora seja reservada e um pouquinho orgulhosa.
Tanto está alegre como triste, pois o seu coração de vez enquanto prega-lhe cada partida…!
Por vezes se encontra “maluca” da cabeça quando está completamente dominada pela felicidade, chegando mesmo as pessoas mais chegadas a pensarem que aquela pessoa que está a ver, não é a Paula que conhecem. Fala e fala vezes sem conta…
É um ser que adora transportar os seus sentimentos e os dos outros para o papel, fazendo com que os leitores visualizem ou imaginem o que está a acontecer no momento em que estão a ler.
A qualquer segundo, minuto ou hora, a encontramos a escrever quando vê uma situação banal por onde passa e como já lhe aconteceu, pegar no seu bloco em andamento e escrever o que via e sentia em relação ao que se sucedera.

Dançar ao som do violino


Maestro!!! Minha música por favor.


Nossos corpos se juntam lentamente,
nossos corações batem rapidamente,
nossos olhares são sedutores
até ao fim do último compasso.


Ao som da música
nos tornamos únicos, belos,
enfeitiçados pela sua melodia
pois, nesta dança se fez o amor.


Desejo estar enfeitiçada
enquanto a sua melodia
e o meu amor me dominam
ao amanhecer de um novo dia.


Vim dançar pelo prazer duradouro
de ambas as fantasias,
que me chegam durante os sonhos
tornando estes momentos inesquecíveis.


As luzes do salão lentamente
vão desaparecendo, sinal que
estou prestes a despertar
do encantamento desejado.

As tuas mãos separam-se das minhas,
a luz do teu olhar pára de brilhar,
os nossos passos firmes, acabam
rompidos pelo terminar da melodia.

Autora: Paula Dias